Autoconhecimento é o principal fator para um efetivo planejamento de carreira

Autoconhecimento é o principal fator para um efetivo planejamento de carreira

O alinhamento da vida profissional e dos objetivos pessoais permite que projetos se construam baseados em aspectos como satisfação e sentido; mudanças são naturais no percurso.

Uma das melhores formas de conquistar realizações de toda ordem é planejar. E se falamos de carreiras não é diferente. Mesmo com todos os imprevistos e fatos imponderáveis imanentes de qualquer percurso, o planejamento segue sendo de grande valia já que, a partir dele, conseguimos criar as condições mais favoráveis na direção do que almejamos.

Antes, porém, de escolher as empresas onde se deseja trabalhar ou os cursos que poderão amadurecer um caminho bem-sucedido, é fundamental observar-se com muito cuidado e trabalhar com afinco no autoconhecimento. Para a coach e diretora do núcleo de Coaching Executivo da Integração Jaqueline Weigel, a direção e os passos de uma carreira devem resultar de uma escolha altamente consciente. “Hoje em dia, ao contrário do que ocorria em outras gerações, nós já temos noção de que uma opção profissional adequada pode nos proporcionar não apenas dinheiro como também sentido, orgulho e satisfação. Por isso construir uma carreira exige muita observação de si mesmo, de suas potencialidades e das atividades capazes de proporcionar prazer. Se não tem esta conexão consigo mesmo, muito provavelmente este profissional amargará frustrações”, enfatiza a especialista.

Ainda segundo Jaqueline, além da escassez ou ausência de autoconhecimento, alguns medos arraigados podem dificultar e muito o processo de planejamento profissional. Os mais presentes seriam a dificuldade de correr riscos – baseada no temor de errar –, a ideia de que a escolha por um caminho é perpétua e não poderá ser modificado no futuro e a necessidade excessiva de garantias. Esses receios, principalmente quando somados, produzem um horizonte nebuloso e costumam levar as carreiras desenhadas sem muita reflexão. A dificuldade em decidir e refletir geram um embaraço capaz de comprometer e até prejudicar uma realização profissional. Sem um projeto mínimo, fica mais difícil compreender até as necessidades de mudança que possam surgir e que, afirma Jaqueline, são bastante naturais.

A responsabilidade está, portanto, muito mais nas mãos dos profissionais do que das empresas. “Os jovens de hoje já se apropriam mais de suas carreiras, mas ainda há um considerável contingente esperando que as organizações onde atuam se encarreguem de planejar o desenvolvimento e os próximos passos de sua evolução profissional. Pensar assim é temerário, significa abrir mão da importante tarefa de construir uma parte de seu próprio futuro”, enfatiza Jaqueline. 

O aspecto mais pungente do planejamento de carreira está exatamente na consciência de que a vida como um todo será impactada por esses planos. Nem sempre um projeto vai se mostrar efetivo – trata-se também de uma descoberta passo a passo. Por isso, manter-se alerta em contínuo trabalho de conhecimento de si faz com que toda uma história profissional possa se construir de maneira satisfatória, ainda que mudanças radicais se façam necessárias. “A carreira é uma oficina para nos conhecermos e nos desenvolvermos também e, quanto mais estiver alinhada com as nossas perspectivas e sonhos pessoais, mais fará sentido. Planejar a carreira é, portanto, um dos modos de planejar a própria vida”, completa Jaqueline Weigel.

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