Coaching auxilia gestores a aliar competência operacional ao poder de liderança

Uma coisa é certa: os colaboradores contemporâneos não aceitam mais líderes que não geram aprendizado, desenvolvimento e crescimento profissional

Nos últimos anos, muitos cargos de liderança foram ocupados por profissionais promovidos pelo bom trabalho técnico ou pelo tempo de serviços prestados para a empresa. Apesar de ser uma iniciativa válida, essa linha de promoção torna-se perigosa. Não foram raros os casos onde o promovido pediu demissão após um período médio de 12 a 18 meses. Um estudo recente conduzido pela consultoria norte-americana Development Dimensional International (DDI) revela que globalmente apenas 11% dos gerentes estão realmente prontos para serem líderes e 57% aprendem sobre o papel durante a jornada ou com os erros do dia a dia.

Independentemente da experiência anterior, a mudança para cargos de liderança requer adaptação, desenvolvimento, novas habilidades para comandar equipes e principalmente um entendimento claro do novo papel. Até pouco tempo, imaginávamos que pessoas com larga experiência na empresa, que conheciam bem o negócio e que tivessem autoridade técnica poderiam ocupar essa posição atendendo as necessidades da empresa. Não deu certo.

O problema mais comum é que o profissional tecnicista, na maioria das vezes, tem características muito operacionais e pouco perfil estrategista. Um dos métodos que minimiza os impactos dessa mudança é o coaching, que apóia o profissional na busca de metas de curto, médio e longo prazo, por meio da identificação e do reconhecimento de suas fragilidades. Em tempos não muito distantes a modalidade era acionada apenas para profissionais que apresentavam com problemas, mas hoje já se sabe que o ideal é utilizar com os colaboradores chamados de potenciais e talentos.

Em um processo de 10 a 12 sessões, é possível desenvolver habilidades do novo gestor, ajudá-lo a entender o que significa influenciar pessoas, dar feedback e promover relacionamentos positivos em sua equipe. Pesquisas recentes apontam um aumento no comprometimento dos gestores de 12% após as sessões, enquanto os que não passam pelo coaching apresentam índices de apenas 1,7%.

As mudanças não param por aí. O coach – especialista que aplica os processos de coaching – tem como função encorajar, motivar e transmitir técnicas que ajudam o gestor a desenvolver novas atitudes, a organizar pensamentos e ideias que estavam pouco estruturadas, além de possivelmente fazê-lo lembrar de conhecimentos aprendidos em momentos anteriores, gerando o que se chama de aprendizado ativo.

Após o processo, o que visualizamos é que a maioria dos profissionais acaba conseguindo implantar mudanças na equipe e passa a ser mais capaz de programar um planejamento e cumpri-lo à risca. Outro fator positivo é que a autoconfiança do gestor costuma aumentar e isso resulta também na habilidade de delegar funções.

Hoje em dia, o cenário no mercado de trabalho mudou, os modelos estão em modificação e, acima de tudo, as pessoas já não são iguais ao que eram há dez anos. Atualmente, temos a diversidade, o conflito de gerações, uma educação corporativa deficitária no país, e muita gente perdida numa administração de tempo ineficaz, em um planejamento falho e execução caótica.

Líderes devem influenciar equipes e administrar processos e objetos. Para influenciar os subordinados não é necessariamente preciso fazer um curso de gestão de pessoas ou estudar profundamente teorias sobre o tema. Nem ser amigo ou ser legal com os liderados. Hoje, basta que os gestores entendam que a essência humana é a mesma e os desejos profundos, embora tenham nuances particulares, são muito parecidos, haja vista que no plano pessoal cada ser humano define um planejamento a fim de alcançar um objetivo final. No ambiente de trabalho, a mesma linha de raciocínio também precisa ser colocada em prática.

O coaching aborda essa natureza com profundidade e praticidade e, por isso, tem ajudado gestores com avançados conhecimentos técnicos a aliar sua capacidade operacional com o poder de liderar equipes e pessoas. A transição deste novo modelo de conduta no mercado corporativo não é opcional. Quem não a fizer corre sérios riscos de estagnar ou perder oportunidades profissionais. Uma coisa é certa: os colaboradores contemporâneos não aceitam mais líderes que não geram aprendizado, desenvolvimento e crescimento profissional.

Jaqueline Weigel é  diretora da Weigel Coaching Associados e do Núcleo de Coaching Integração – da Integração Escola de Negócios (SP).

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