Jogos vivenciais: aprendizado e experiência em uma brincadeira para lá de séria

Atividades podem atender a diferentes necessidades, sempre despertando o aspecto lúdico de equipes e profissionais.

Os Jogos Vivenciais têm sua origem nas dinâmicas de grupo – importantes e ainda bastante utilizadas, sobretudo, nos processos de seleção. Uma vez criadas situações fictícias com desafios pontuais e necessidades específicas de interação, avaliadores encontram uma oportunidade de reconhecer diferentes perfis profissionais para, além de escolher os novos empregados, encaminhá-los às áreas mais condizentes com as suas posturas e tendências. Não demorou muito para que estas mesmas dinâmicas passassem a ser realizadas em outras situações, buscando promover a integração de equipes. “As atividades ao ar livre, como caminhadas, acampamentos, descidas de rafting e outras aventuras figuraram e ainda figuram nas agendas de muitas empresas como categorias de jogos vivenciais integradores e geradores, por exemplo, de capacidade de liderança”, explica Luiz Zanin, sócio da Conquistar empresa do Grupo Integração. 

Um exemplo citado por Zanin aponta para uma equipe de vendas que necessita aprender melhor sobre as características de um produto que acaba de ser lançado e que precisará comercializar “Se apresentamos um desafio a esta equipe que a leve a identificar e a utilizar as reais  potencialidades deste produto, certamente o discurso de venda será mais apropriado, seguro e efetivo”. Da mesma maneira, os jogos podem ajudar em outros processos mais gerais de aprendizado, desde aqueles voltados à assimilação de princípios e valores da empresa até ações de treinamento mais específicos. O importante, sempre, é que seja mantido o caráter de desafio e o de ludicidade, em um ambiente protegido e devidamente preparado para as ações  e que permita aos jogadores efetivamente experimentarem as etapas, as dificuldades e as conquistas do jogo proposto.

 

Jogadas especiais   

A evolução dos Jogos Vivenciais, porém, não tira deles um aspecto ainda bastante importante para dinâmicas de Recursos Humanos, além dos processos seletivos. E é justamente aqui que se pode verificar sua capacidade mais dinâmica. É possível criarem-se situações que trabalhem a competitividade de uma equipe através de jogos com colocações finais claras e premiação para os vencedores, por exemplo. Mas, se uma equipe está excessivamente competitiva e necessitando aprimorar a capacidade de cooperação, outro jogo, completamente diferente, pode levar o grupo a uma experiência de vitória coletiva ou de premiações em maior escala. “Hoje é possível dizer que atuar com Jogos Vivenciais equivale a criar para atender a necessidades singulares”, explica Zanin. Ainda segundo ele, a elaboração e a execução de um jogo leva em conta, além do objetivo final da atividade o espaço físico disponível, o tempo reservado para a ação, o público presente e valor reservado para o treinamento ou dinâmica.

Para dar conta de tantas demandas, não basta apenas ser um profissional com formação em áreas como administração ou psicologia. A criação e execução destes Jogos – um mercado em crescimento no país – exige principalmente criatividade, desprendimento e mente aberta. “É o espaço profissional perfeito para quem adorava jogar com os amigos na infância e adolescência e nunca abria mão de inventar uma boa brincadeira”, completa Zanin.

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