Comunicação como chave para a qualidade

Empresas são feitas de pessoas e a comunicação é a base de todas as formas de relacionamento. Entender seus mecanismos, portanto, é fundamental.

A comunicação é um dos principais pilares de nossa existência. Apresenta-se como uma premissa básica não apenas em nossa relação com o outro como também com o mundo que nos cerca. Mesmo antes da linguagem falada, já expressávamos sentimentos como raiva, medo e posse deixando mais ou menos claro quais limites deviam ser respeitados para a manutenção do convívio e o funcionamento de nossos agrupamentos. Evoluímos como espécie  criando mecanismos cada vez mais sofisticados em nosso intento de nos fazer entender e a boa comunicação ainda se mostra como a forma mais eficiente de fazer avançar planos que dependam de ações conjuntas e de relações saudáveis e produtivas. “As empresas não existem sem as pessoas que as compõem, não são entidades separadas. E é por isso que a comunicação entre colaboradores necessita de tanto cuidado. De sua qualidade irão depender muitos dos resultados esperados de equipes e gestores e, é claro, é nela que se encontra a principal ferramenta para um clima organizacional ético e motivador” explica o professor da Integração Renato Avanzi.

Para que se estabeleça um processo de melhoria da comunicação dentro de uma companhia – seja apenas entre colaboradores ou também com o público externo – o primeiro passo apontado por Avanzi é o reconhecimento desta necessidade por parte dos níveis mais hierarquicamente elevados, aqueles vistos como exemplos para os demais funcionários. Quando este papel está personificado em apenas um diretor ou no dono da empresa, este entendimento se torna ainda mais importante. “O exemplo sempre educa. Se o gestor majoritário ou o grupo que ocupa esta função demonstra interesse e preocupação com os processos de comunicação, a tendência é que isto passe a ser enxergado de maneira mais intensificada também pelos outros gestores e colaboradores. Caso contrário, o desenvolvimento do trabalho torna-se mais complexo e a articulação das bases no sentido de trabalhar a fluência e a clareza ao comunicar pode cair em descrédito”, explica Avanzi. Quando este exemplo existe, é preciso diagnosticar problemas e investir em treinamento, deixando claro aos colaboradores envolvidos que os ganhos em desenvolver habilidades de comunicação vão, geralmente, muito além do desempenho profissional. “Existem grandes profissionais que conseguem ter resultados em suas áreas mas que, ainda assim, apresentam dificuldades para se comunicar. É importante que este profissional perceba que pode ter ganhos não apenas no incremento de sua produtividade dentro da empresa mas também em outros aspectos sociais e familiares”, aponta o professor Avanzi.

Dicas

Mas o que, afinal, caracteriza um bom comunicador? Diante da abrangência da  pergunta o professor Renato Avanzi aponta algumas balizas básicas importantes, apesar de não contemplarem toda a grande complexidade da questão. São pistas de grande valor que merecem ser observadas com cuidado. Primeiramente, o bom comunicador tem uma tendência ao relacionamento com as pessoas – aspecto que pode ser trabalhado, por exemplo, em quem conta com algum tipo de dificuldade social ou timidez. Para bem relacionar-se é bastante interessante poder valer-se de noções básicas de psicologia, pontos que auxiliem na compreensão de comportamentos e reações.  Sofisticando este ponto, é pertinente lembrar que a comunicação é um processo racional, mas não necessariamente lógico. “É racional porque utilizamos signos comuns para nos comunicarmos. Mas como cada um guarda dentro de si suas próprias referências, a decodificação nunca será exata. Se eu digo a palavra ‘cadeira’, ainda que o outro entenda o que digo, certamente imaginará uma cadeira distinta da que eu criei em minha mente. Este pequeno hiato sempre existirá e é necessário não se frustrar diante dele”, exemplifica Avanzi.

E, exatamente porque comunicar tem associação direta com o expressar em sua abrangência mais abstrata, o envolvimento emocional sempre auxilia quando o interesse é fazer com que o outro compreenda algo e entre em uma sintonia capaz de criar pontos comuns de identificação e troca. Aqui fica uma dica que, apesar de bastante repetida, cai como uma luva quando se trata de comunicação: o conhecimento de si e das próprias características enquanto comunicador são fundamentais. Exatamente: quem se conhece melhor se comunica melhor e pode criar relações mais saudáveis na vida e gerar maior produtividade no ambiente de trabalho.

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